Resenha

{Resenha} Agnes Grey

Olá, aventureiros!

Hoje vou contar minha opinião sobre o livro Agnes Grey, da Anne Brontë.

     Anne Brontë é a caçula das irmãs Brontë (Charlotte escreveu Jane Ayre e Emily, O Morro dos Ventos Uivantes). Elas foram importantes escritoras inglesas do século XIX.

      Sempre tive vontade de ler algum livro das irmãs Brontë. Até que, um dia na livraria, vi Agnes Grey e decidi comprar.

      Agnes Grey foi escrito em 1847. Conta-se que Anne Brontë se inspirou em sua própria experiência como preceptora para narrar esse livro (o que achei bem interessante).

    Confesso que esperava bem mais do livro, até pela fama da escritora. Agnes Grey é um romance, mas um romance bem simples, sem nada de “Ohhh”. Até a página 80/90 você não percebe que a história é um romance (e isso me incomodou um pouco).

Creio que a intenção da autora não foi deixar o romance como primeiro plano de sua história. No livro todo ela questiona o comportamento das crianças de que faziam parte de importantes famílias aristocráticas e a forma como as estas não se apropriavam da educação dos filhos, deixando essa tarefa para as preceptoras (um tipo de cuidadora de crianças que também era responsável pela educação tanto comportamental quanto acadêmica). Na história percebemos como as crianças eram largadas pelas famílias (o que difere de algumas dos dias de hoje é que hoje não existem preceptoras… triste realidade). Elas eram rebeldes, não tinham limites e os pais não interferiam na educação (por mais que alguns tentassem, nada adiantava).

Agnes vivia com seu pai, sua mãe sua irmã Mary. O pai trabalhava na Igreja. Porém, a família estava atravessando uma grave crise financeira e o pai começara a adoecer. Mary se propôs a ajudar, vendendo suas pinturas e seus quadros. Agnes, então, tem a ideia de trabalhar como preceptora na casa de alguma família. A princípio seus pais e sua irmã não concordaram, mas depois deixaram que Agnes fosse trabalhar e morar fora de casa.

A primeira família que Agnes começa a trabalhar é a família Bloomfield. Os filhos da Sra. Bloomfield eram extremamente levados (o que me deixou agoniada boa parte da história). Agnes narra os detalhes minuciosamente:

 “Tinha de correr, caminhar ou parar de forma exata que se ajustasse aos seus caprichos. Isso, pensei, invertia a ordem das coisas; e descobri que era duplamente desagradável, pois nessa, como em outras ocasiões subsequentes, eles pareciam preferir os lugares mais sujos e as atividades mais sombrias.”

    Agnes tinha que fazer tudo o que as crianças queriam, pois a mãe permitia. O pai dizia que a preceptora era uma frouxa, que não sabia controlar seus pupilos (mas ela tentava, coitada…). O trabalho na casa dos Bloomfield durou algum tempo e logo Agnes foi dispensada.

    À procura de outro trabalho, ela começa na casa dos Murray com a mesma função. Dessa vez é responsável por crianças bem maiores que as anteriores (e uma adolescente). Mas o trabalho continuou difícil. Era indisciplina, as crianças tinham vontade própria (e ai de que não fizesse o que elas queriam)…

     Rosalie Murray era uma menina jovem e bonita, que atraía a atenção dos rapazes. Era conquistadora e se vangloriava disso.

     Até que surge na história (depois da página 90 rs) o Sr. Weston. Ele era um jovem rapaz que atuava como pastor na igreja próxima a casa dos Murray. Rosalie logo jogou seu charme para ele (e ele parecia retribuir). Não bastasse isso, Agnes também se encanta com o rapaz. Um amor proibido, talvez, já que sua pupila gostava de “jogar um charme” e chamar a atenção dele e não admitiria que outra mulher, ainda mais sua preceptora, fizesse isto também.

     A história se desenrola… Sr. Weston também se encanta por Agnes. O final no livro é bonito, bem clichê. Gostei do que aconteceu com as personagens no decorrer da história.

Só para ressaltar que o que me incomodou no livro foi o excesso de detalhes, desnecessários para mim, e a demora para o desenrolas da história. Mas, em geral, é um livro bom.

 
Beijinhos
Kelly Cominoti

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