Resenha

{Resenha} Festa no covil

Olá, aventureiros!

A resenha de hoje é de um e-book que li e gostei muito!

O livro é Festa no covil é de autoria de Juan Pablo Villalobos e foi publicado pela Companhia das Letras.

Uma leitura que me prendeu do começo ao fim e que rendeu boas gargalhadas!

fccc

A história é contada por um menino conhecido por Tochtli, filho de um poderoso traficante mexicano, o Yolcaut, mais conhecido como El Rey.

O menino faz uso das seguintes palavras do decorrer da história (que segundo ele, são palavras difíceis): sórdido, nefasto, pulcro, patético e fulminante.

Eles vivem em um verdadeiro palácio, cheio de regalias.

Neste palácio, dentre muitas coisas excêntricas, tem um minizoológico que pertence ao menino. E ele passa a história com o desejo de ter em seu minizoológico um hipopótamo anão da Libéria. O menino faça tanto desse bichinho que na hora fui pesquisar a foto haha

Eis o hipopótamos anão da Libéria:

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Tochtli não podia ir à escola (devido a situação do pai, acredito). Então, tinha aulas particulares em casa com um homem que, a princípio, não levantava muitas suspeitas (mas que no final, meu amigo, é um baque a notícia de quem era esse tutor).

E nos livros não aparecem as coisas do presente, só as do passado e as do futuro. Esse é um grande defeito dos livros. Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê. Deve ser mais difícil de escrever os livros futuristas que adivinham o futuro. Por isso não existe. E aí a gente tem que investigar na realidade.

Muitas notícias sobre mortes brutais e partes do corpo humano de várias pessoas que eram encontrados começaram a aparecer nos noticiários. O pequeno menino não entendia o que se passava.

Dentre muitos cômodos da casa, havia um quarto que o pai (que não gostava de ser chamado assim; era Yolcaut para o menino também) escondia do filho. Um quarto com muitas armas!

fcc

Para fugir (ou da polícia ou de rivais – não se sabe ao certo), eles viajam para a Libéria, atrás dos hipopótamos anões. Lá, eles mudam de nome para não serem reconhecidos. O menino fica encantado com o safári e tudo mais.

Franklin Gómez diz que Martin Luther King Taylor tem o nome de um senhor do país Estados Unidos que também foi morto a tiros. Parece que os liberianos gostam muito de colocar nomes de cadáveres em assassinados.

Ah… ele é um colecionador de chapéis! Onde vai compra um diferente!

Os chapéus são como as coroas dos reis. Se você não é rei, pode usar chapéu para distinção. E se você não é rei e não usa chapéu, acaba sendo um zé-ninguém.

A história é curta e rende boas risadas (e algumas reflexões). É uma “denúncia” a atos tão violentos que ocorrem no México. Festa no Covil é tratado como obra da narcoliteratura.

Por isso os cultos gostam de ser professores. Às vezes eles sabem coisas erradas, como que pra escrever um livro você tem que ir morar numa cabana no meio do nada e no alto do morro. Quem disse isso é o Youlcaut, que os cultos  sabem muitas coisas dos livros e nada da vida. A gente também mora no meio do nada, mas não é pra se inspirar. A gente está aqui para a proteção.

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Por:

Kelly Cominoti

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