Projetos de leitura

PROJETO: Ditadura Nunca Mais

Olá, aventureiros!

2018 está acabando e decidi trazer aqui no blog o novo projeto de leitura para 2019: Ditadura Nunca Mais.

Vivemos tempos sombrios, onde muitas pessoas pedem a volta de um dos períodos mais conturbados e violentos da História do Brasil, que foi a ditadura civil-militar, que ocorreu de 1964-1985.

É fato que, ao assumir o poder, os militares tiraram os direitos da população. Houve censura, repressão, tortura e muitas mortes.

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Durante minha graduação em História, pesquisei sobre esse período e li muitos livros interessantes sobre o assunto. Pensando nisso, queria trazer para o Aventuras na Leitura livros de ficção e não-ficção que promovesse a reflexão sobre a ditadura militar no Brasil. Assim, montei o projeto #DitaduraNuncaMais.

Separei alguns livros que lerei durante 2019. Alguns serão releitura. E gostaria de convidá-los a lerem comigo. Caso ainda não tenham os livros mencionados, deixarei o link para compra na Amazon. Comprando através do link do Aventuras, vocês estarão ajudando o canal/blog sem pagar nada a mais por isso 😉

São 10 livros. Os livros para novembro e dezembro serão escolhidos por vocês, através das minhas redes sociais (me sigam lá para poderem participar). Vamos para a lista!

  • JANEIRO

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Livro: Ainda estou aqui
Autor: Marcelo Rubens Paiva
Onde encontrarhttps://amzn.to/2SdG4cS

Sinopse: Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar – e tentar entender – o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.

 

  • FEVEREIRO

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Livro: As Meninas
Autora: Lygia Fagundes Telles
Onde encontrarhttps://amzn.to/2LzyJls

Sinopse: Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, linda como uma modelo, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. As meninas colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas. Transitando com notável desenvoltura da primeira pessoa narrativa para a terceira, assumindo ora o ponto de vista de uma ora de outra das protagonistas, Lygia Fagundes Telles constrói um romance pulsante e polifônico, que capta como poucos o espírito daquela época conturbada e de vertiginosas transformações, sobretudo comportamentais. Obra de grande coragem na época de seu lançamento (1973), por descrever uma sessão de tortura numa época em que o assunto era rigorosamente proibido, As meninas acabou por se tornar, ao longo do tempo, um dos livros mais aplaudidos pela crítica e também um dos mais populares entre os leitores da autora.

 

  • MARÇO

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Livro: Cartas da Prisão
Autor: Frei Betto
Onde encontrar: https://amzn.to/2Va7mTA

Sinopse: A nova edição do livro de Frei Betto, um ícone da resistência e da luta contra a ditadura militar no Brasil, reúne uma série de cartas escritas por ele durante os quase quatro anos (1969-73) em que esteve preso. Antes editado no Brasil em dois volumes separados, com os títulos Cartas da prisão (1977) e Das catacumbas (1978), ambos pela Civilização Brasileira, o livro traz agora vinte cartas inéditas, encontradas recentemente pelo autor. Documento histórico de suma importância, a obra retrata as duras provações a que foram submetidos os presos políticos e mostra às novas gerações o que significou a luta de jovens brasileiros pela queda da ditadura e pela redemocratização do país.

 

  • ABRIL

K

Livro: K- relato de uma busca
Autor: Bernardo Kucinski
Onde encontrarhttps://amzn.to/2AdiJRQ

Sinopse: Em 1974, a irmã de Bernardo Kucinski, professora de Química na Universidade de São Paulo, é presa pelos militares ao lado do marido e desaparece sem deixar rastros. O pai dela, dono de uma loja no Bom Retiro e judeu imigrante que na juventude fora preso por suas atividades políticas, inicia então uma busca incansável pela filha e depara com a muralha de silêncio em torno do desaparecimento dos presos políticos. K. narra a história dessa busca. Lançado originalmente em 2011 pela editora Expressão Popular, em 2013 ganhou nova edição pela Cosac Naify, e finalmente, em 2016, chegou à Companhia das Letras. Ao longo desses anos, K. se firmou como um clássico contemporâneo da literatura brasileira.

 

  • MAIO

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Livro: Reflexos do Baile
Autor: Antonio Callado
Onde encontrar: https://amzn.to/2SiKIqb

Sinopse: A DITADURA EM UM SURPREENDENTE ROMANCE DE UM DOS MAIORES AUTORES BRASILEIROS Reflexos do baile conta a história do sequestro de um embaixador, prática comum à época, durante um baile de gala. A narrativa evidencia a necessidade do autor de levar informação ao público, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. O romance é contado a partir de bilhetes e fragmentos de cartas escritos durante o período do sequestro, construindo uma trama de segredos, mistérios e codinomes. • Texto de orelhas assinado pelo crítico Davi Arrigucci Jr. • O livro apresenta texto biográfico assinado por Eric Nepomuceno (prestigiado tradutor e escritor brasileiro) e ensaio crítico sobre a obra assinado por Ligia Chiappini, maior especialista em Callado.

 

  • JUNHO

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Livro: Brasil: Nunca mais
Autores: vários
Onde encontrarhttps://amzn.to/2SlLpio

Sinopse: Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.

 

  • JULHO

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Livro: Incidente em Antares
Autor: Érico Veríssimo
Onde encontrar: https://amzn.to/2Va7UJ8

Sinopse: Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos. Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados – do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade. Em Incidente em Antares, Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo. “Desta vez abri a veia da sátira e deixei seu sangue escorrer livre e abundantemente.” – Erico Verissimo

 

  • AGOSTO

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Livro: Batismo de Sangue
Autor: Frei Betto
Onde encontrarhttps://amzn.to/2V8rJAs

Sinopse: Um dos mais tocantes e importantes relatos sobre os horrores da ditadura milita, Batismo de sangue chega à sua 14ª edição acrescido de informações novas e relevantes. Frei Betto, o autor deste documento histórico, compartilha suas descobertas recentes sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) assassinada em 1969. Fica ainda mais forte a tese de que aquele crime fora planejado de modo a não apenas eliminar o maior inimigo do regime militar, mas também jogar a esquerda contra os frades dominicanos, enfraquecendo a oposição à ditadura. Do dia para a noite, os religiosos passaram de colaboradores da guerrilha a traidores, graças a uma farsa muito bem tecida pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). É o que diz Frei Betto nesta que ele atesta ser a versão definitiva de sua obra, vencedora do Prêmio Jabuti de melhor livro de memórias de 1982. Um dos eixos mais fascinantes de Batismo de sangue é a história de como os frades da Ordem dos Dominicanos davam apoio logístico à ALN. Numa época em que marxismo era também sinônimo de ateísmo, a população não poderia sequer sonhar com a hipótese de que os inimigos do regime encontravam apoio naqueles insuspeitos religiosos católicos. Pois os frades escondiam guerrilheiros, facilitavam sua fuga para fora do país, cuidavam dos feridos, guardavam suas armas e material considerado subversivo, e ainda faziam o levantamento de potenciais áreas para a guerrilha rural. Como conciliar fé cristã com ação política revolucionária? Esta é uma das questões que Frei Betto elucida neste livro. Também colabora para a importância de Batismo de sangue a denúncia dos métodos de tortura utilizados pela polícia naquela época. Frei Fernando e Frei Ivo, por exemplo, foram terrivelmente torturados até dizer o que o Deops já sabia: como chegar a Marighella. Mas o caso de Frei Tito talvez seja o mais impressionante, triste e revoltante. Diversas vezes torturado até o limite de suas forças, o frade conseguiu se manter calado mesmo sob a notória crueldade do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Seus torturadores – inclusive militares do II Exército, em São Paulo – não o mataram nem conseguiram fazê-lo falar, mas o enlouqueceram: Frei Tito cometeu suicídio no exílio, em 1974.

 

  •  SETEMBRO

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Livro: Um Homem Torturado
Autoras: Leneide Duarte-Pion e Clarisse Meireles
Onde encontrar: https://amzn.to/2GBUtyj

Sinopse: UM RELATO COMOVENTE SOBRE A VIDA DE FREI TITO E AS MARCAS DEIXADAS PELA DITADURA Estudante de Filosofia da USP, onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Com outros frades dominicanos, aliou-se à Ação Libertadora Nacional, de Carlos Marighella, dando apoio logístico à organização. Perseguido, Frei Tito foi preso e submetido a duras sessões de tortura. Em setembro de 1974, o corpo do frade de 28 anos foi visto por um camponês, pendendo de uma árvore, perto de uma área inóspita, às margens do rio Saône. Tito preferiu a morte a ter de viver com o fantasma da tortura. Para seguir os passos de Tito de Alencar Lima desde o dia em que foi preso até o dia de seu suicídio, em 1974, na França, as autoras entrevistaram alguns militantes que estiveram presos com ele em São Paulo, o psicanalista que o assistiu, além de terem conversado com um dos principais personagens atuantes na história de Tito: Frei Betto. Além disso, ouviram alguns dos 69 prisioneiros políticos que deixaram o Brasil junto com Tito, no voo para Santiago, trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bücher, em janeiro de 1971. O corpo do Frei Tito veio para o Brasil em 1983 e hoje repousa em Fortaleza. • Livro-reportagem sobre a vida de Frei Tito, no ano em que se completam 40 anos da sua morte, depois de ter sido vítima da ditadura militar brasileira.

 

  • OUTUBRO

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Livro: Quarup
Autor: Antonio Callado
Onde encontrarhttps://amzn.to/2BF9rh9

Sinopse: NOVA EDIÇÃO DO MAIS IMPORTANTE ROMANCE DE ANTONIO CALLADO Publicado pela primeira vez em 1967, Quarup é o romance mais famoso de Callado. Conta a história de Nando, um jovem padre que, perdido em conflitos existenciais ao ver-se diante dos pequenos prazeres da vida, ganha uma nova percepção do mundo, de seus semelhantes e de si mesmo numa tribo no Xingu. • O romance mostra, sob a ótica de seu protagonista, o período entre o suicídio de Vargas e o Golpe Militar de 1964, data em voga em 2014. • O livro apresenta informações biográficas do autor, ensaio sobre a obra assinado por Ligia Chiappini e trechos da última entrevista do autor.

 

  • Novembro e Dezembro: ???

 

Espero que gostem do projeto e que possamos discutir sobre as leituras selecionadas em cada mês.

Abraço,
Kelly Cominoti

2 comentários em “PROJETO: Ditadura Nunca Mais”

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