Entrevistas

Entrevista com o autor Andre L. Braga

Olá, aventureiros!

Entrevistei o Andre L. Braga, autor do livro Do Inferno ao Planalto (confira a resenha em vídeo e escrita). Domingo saiu aqui no blog e no canal a resenha desse livro surpreendente.

Foto: Kelly Cominoti

1- Primeiramente, apresente-se aos aventureiros 😉


Sou Andre L Braga, o filho mais novo da Dona Cida e do Seo Dail. Andre sem acento mesmo, e o L é de, adivinhem?!? Luis, óbvio! Mas com “s” e também sem acento. A tecla do acento da máquina de escrever do cartório devia estar quebrada no dia que me registraram!
Nascido em Americana, interior de São Paulo, sou o mais novo de nove filhos! Isso mesmo, nove!
Tenho 46 anos, casado com a Verena e pai da Lara e da Leticia. Além de escrever, trabalho na área financeira e toco violão e contrabaixo. Já fui corredor de maratona, mas confesso que ando bem relaxado nessa área…



2- Do Inferno ao Planalto foi seu primeiro livro?


Não. Meu primeiro livro foi Ana Que Vivia no Espelho, uma publicação  independente pela Amazon. Ana é um triller psicológico que aborda a anorexia, mas não da forma romantizada de outras histórias que acabam por glorificar o anoréxico. Ana explora alguns dos traumas que carregamos e como a anorexia vem como resposta a tais experiências. A escrita é similar àquela do Inferno ao Planalto – um equilíbrio entre passagens leves e outras visceralmente perturbadoras.



3- Em que você se inspirou para escrever a obra?


Nos últimos anos, assistimos uma guerra virtual entre correntes ideológicas. De um lado, conservadores e, do outro, revolucionários. Liberais contra Estado intervencionista. Medidas autoritárias, tanto por parte da Direita como da Esquerda. Uma busca por heróis, quando ambos os pólos se abstém da responsabilidade pela mudança e entregam todas as suas esperanças no “menos pior”, como se jogássemos uma partida de xadrez, sem perceber que a vida não passa de um jogo de pôquer, onde sorte e blefe contam mais que estratégia.
Foi desse cenário que surgiu a ideia do livro.



4- Em qual gênero literário o livro está inserido?


Eu o considero um Thriller Político, ainda que a política em si seja apenas um pano de fundo para o desenvolver da história. Tampouco poderia classificá-lo como Fantasia, porque os elementos fantásticos vêm como forma de construção das personagens de carne e osso. Se pudesse sumarizar o que tentei produzir por meio da comparação, diria que minha história é um misto de George Orwell, Dante Alighieri, José Padilha e Nelson Rodrigues.



5- Você faz diversas referências à Bíblia em seu livro. Você costuma ler o livro sagrado? Se sim, com que frequência? De todos os livros que compõe a Bíblia, qual você acha mais interessante e por quê?


Minha criação foi Católica e meu pai, já falecido, sempre foi muito ativo na comunidade que frequentava. Esse fervor pela religião foi transmitido para todos os filhos. A minha “irmãe” (irmã e mãe) construiu uma capela em sua chácara. Outra é super ativa na comunidade que frequenta. Um irmão estudou em Seminário, mas não chegou a ser ordenado. Eu fui coroinha, mas hoje sigo o Budismo. Minha esposa é Espírita e nossas filhas foram batizadas na igreja católica e ensinamos a elas os fundamentos do Cristianismo. Elas decidirão o futuro religioso delas próprias.
Sobre meu livro favorito, e isso já vem de minha adolescência, esse é o Apocalipse. Trata-se da história mais fantástica, mais cheia de simbolismos, de toda a Bíblia, e supera, em muito, diversos livros que exploram o Fantástico. O Apocalipse, antes de ser parte da Bíblia, é uma história super empolgante!



6- É de suma importância discutir questões políticas e sociais. Sua obra carrega inúmeras críticas à política, por exemplo. De onde surgiu a ideia de criar uma história que envolvesse essa temática?


Sempre fui muito ativo na área político-social. E, nestes anos de guerra ideológica nas redes sociais, percebi alguns movimentos perigosos. As imprecisas rotulagens de “esquerda – comunista – imoral – bandido – vagabundo” ou de “direita – coxinha – hipócrita – honesto – trabalhador” escondem uma ignorância e preguiça intelectual sem precedentes, isso sem contar o alimentar preconceitos já tão enraizados em nossa sociedade.
Assuma-se liberal, em termos econômicos, mas defenda irrestritamente os direitos humanos e o papel do Estado como provedor de serviços básicos de garantia do bem-estar social, e seja bombardeado por ambos os lados, sendo rotulado de “Centrão” ou “isentão”, como se a vida fosse tão simples quanto ser Lula ou ser Bolsonaro. A vida é muito mais cheia de nuances do que tentam nos convencer nas redes sociais.


7- Deixe uma mensagem para os futuros leitores!


Do Inferno ao Planalto foi definido por um IG parceiro como uma história com todos estilos possíveis de se misturar em suas quase 400 páginas. Romance, sexo explícito, violência extrema, religião, corrupção, drogas, futilidades do cotidiano… está tudo ali! Não é um livro leve, e foi escrito com o intuito de provocar o leitor, de tirá-lo de sua zona de conforto e de questionar suas crenças e valores. Se quiser se aventurar numa história que se passa às margens da realidade, venha conhecer Do Inferno ao Planalto! Estarei na Bienal do Rio de Janeiro na sexta-feira, dia 30 de agosto, às 8h da noite. Espero encontrá-los por lá!

Por
Kelly Cominoti

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